Por: Vinícius Lopes - Tecnologia em Geral
Vivemos em uma era em que a tecnologia se tornou quase um símbolo de status. A cada novo lançamento de celular, computador ou relógio inteligente, somos bombardeados por campanhas que nos fazem acreditar que o modelo anterior já não serve mais. Essa corrida pela atualização constante, no entanto, cobra um preço alto. O consumidor gasta cada vez mais em produtos que oferecem melhorias mínimas, enquanto empresas estimulam a obsolescência programada para manter o ciclo de consumo ativo.
O resultado é uma vida marcada pela ansiedade de estar sempre “atrasado” em relação às novidades. O tempo que poderia ser dedicado a experiências reais como família, lazer, descanso e acaba sendo consumido pela busca incessante por aparelhos mais modernos. Além disso, o descarte frequente de eletrônicos gera impactos ambientais graves e reforça desigualdades sociais, já que nem todos conseguem acompanhar esse ritmo.
No fundo, confunde progresso com consumo. Em vez de qualidade de vida, acumulamos gastos e preocupações. O verdadeiro avanço talvez esteja em valorizar o que já temos, prolongar a vida útil dos dispositivos e investir nosso dinheiro e tempo em experiências que realmente nos enriquecem.

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